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Ambliopia - Anomalias
na visão
Ambliopia é a diminuição da acuidade visual de um ou dos
dois olhos em relação à visão normal. É uma palavra
originada do grego (amblios = tolo e ops = visão),
significando literalmente 'visão boba'. A incidência de ambliopia
em crianças em idade escolar é de aproximadamente 4%.
Geralmente é prevenível ou tratável.

Ambliopia é a baixa de visão
em um olho que não se desenvolveu adequadamente na
infância. As vezes é chamado "olho preguiçoso".
Isto ocorre apesar deste olho ser anatomicamente normal. O
olho com pouca visão é denominado amblíope.
A condição é frequente, acometendo 2
a 3% da população. Os pais precisam estar cientes
desta condição para poder proteger a visão
de seus filhos, pois a ambliopia precisa ser tratada durante
a infância.
O desenvolvimento de visão nos dois olhos é
importante. Muitas profissões não admitem pessoas
que tenham boa visão em apenas um olho. Caso a pessoa
perca visão em um olho por trauma ou doença,
é essencial que o outro olho tenha boa visão.
Por todos estes motivos, a ambliopia deve ser detectada e
tratada o mais precocemente possível.
Causas
As causas da ambliopia podem ser várias:
- alteração orgânica da mácula (sendo então chamada de ambliopia
orgânica);
- catarata congênita;
- grandes defeitos de refração;
- diferença de refração de um olho em relação ao outro (anisometropia);
- por estrabismo fixo em um dos olhos;
- falta de estímulo visual nos 3 primeiros anos de vida,
época em que a criança tem metade de sua visão
normal já desenvolvida. Se durante a idade de maior desenvolvimento
da visão, que é até aproximadamente os 7 anos, ocorrerem
alterações que impedem o foco de imagens nítidas na retina,
o olho não amadurece a visão.
Dessa maneira, as crianças devem realizar exame oftalmológico
por volta dos 4 anos de idade para diagnosticar diferenças
de poder refracional entre os olhos. Se apresentarem olhos
tortos ou se houver história de ambliopia na família, a
criança deve realizar esse exame mais precocemente.
Tratamento
O tratamento da ambliopia começa com o uso de correção óptica
(se indicada) seguida da oclusão do olho de melhor acuidade
visual. Isto é feito para permitir que o olho mais fraco se
desenvolva.
A oclusão do olho 'bom' geralmente não é bem aceita pela
criança (que tende a recusar o uso do tapa-olhos), mas a persistência
dos pais no tratamento é fundamental para a recuperação da
visão da criança.
Nos casos de estrabismo, o tratamento inclui ainda a correção
do desvio.
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